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[Profissão: TI] Bioinformata

Genoma BioinformaticaOutras carreiras, até então distantes da área de tecnologia, agora estão relacionadas ao desenvolvimento de TI. Hoje, pedagogos, por exemplo, já são consultados para desenvolver softwares para cursos de especialização ministrados pela Internet, famosos EADs. Historiadores são contratados para organizar acervos que são posteriormente oferecidos na Web. Médicos se valem da telemedicina, advogados se especializam em direito virtual e engenheiros e arquitetos trabalham com o auxílio de diversas ferramentas que envolvem o desenvolvimento de tecnologia. A necessidade da adequação dos recursos computacionais a interesses específicos de uma ou outra profissão fez com que a responsabilidade pelo desenvolvimento de soluções que envolvem tecnologia extrapolasse a Ciência a Computação. Analisando este parâmetro, hoje a série “Profissão: TI” destaca o Bioinformata.

Basicamente, são biólogos com conhecimentos em informática ou profissionais de computação com especialização em biotecnologia.

A profissão de bioinformata ganhou destaque com as pesquisas do Projeto Genoma Humano, esforço que envolveu tanto profissionais do ramo da biologia quanto da ciência da computação. Mas o profissional da informática biomédica também é requisitado para trabalhar com gerenciamento de registros clínicos e de saúde pública além de ser capaz de desenvolver soluções informáticas que auxiliam no diagnóstico médico.

A carreira de bioinformata surgiu da necessidade de se ter um profissional para atender não só a pesquisas, mas, de um modo geral, na Gestão de Saúde, usando bioinformática, processamento de imagens e sinais, sistemas de informação e simulação em saúde.

Em linhas gerais, esse profissional é responsável por prover soluções de informática para biólogos, o que requer conhecimento profundo das duas áreas. Ser bioinformata exige familiaridade com os princípios e técnicas laboratoriais da biologia molecular, além de domínio da ciência da computação, que, por sinal, é a formação preferencial, obtendo 60% da grade curricular do curso de graduação.

Formação

O campus da USP de Ribeirão Preto foi o primeiro da América Latina a oferecer o bacharelado em Informática Biomédica, em 2003. O que já é ministrado em algumas universidades dos Estados Unidos e Europa. Antes, esta formação só era alcançada na pós-graduação.

Segundo a USP, o campo de trabalho está em rápida ascensão e o curso tem disciplinas que vão da biologia (anatomia, genética, patologia e fisiologia, entre outros) à ciência da computação (cálculo diferencial e integral, estatística, álgebra, e desenvolvimento de algoritmos).

O curso surgiu para atender as muitas atividades que dependem de um profissional com formação multidisciplinar em Ciências de Computação e em Biociências. O Curso de Informática Biomédica requer do aluno aptidão para Ciências Exatas e interesse por Biologia Geral e Humana. As principais áreas de práticas profissionalizantes, vivenciadas durante o curso, serão: Bioinformática, Diagnóstico por Imagem e Informática na Gestão e Assistência à Saúde. O curso  tem duração normal de 4 anos.

Onde estudar?

Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto – SP

Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -SP

Mercado de Trabalho

Em países com economias mais desenvolvidas, o profissional pode ter ganhos mensais de até R$ 36 mil, justificados pela extensa lista de habilidades e conhecimentos técnicos que deve apresentar. O sucesso na carreira depende de saber criar soluções, resolvendo problemas complexos por meio do uso da computação eficiente. A posição requer também destreza em trabalhar com hardware, software, brainware e peopleware e capacidade de trabalhar com equipes multidisciplinares, formadas por agrônomos, biólogos, químicos e farmacêuticos.

De maneira geral, o mercado de trabalho requer dos profissionais excelência nas qualificações técnicas, mas também valoriza as habilidades comportamentais, e com o bioinformata não é diferente. Como em todo processo científico, ele trabalhará constantemente com descobertas, o que significa que nem sempre saberá onde chegar, nem quais serão os resultados finais. Portanto, o bom bioinformata deve possuir, além de um razoável QI (quem indica quociente de inteligência), um privilegiado QE (quociente emocional), pois esta lhe dará calma, paciência, tolerância e deferência, além da empatia vital para conseguir colocar-se no lugar do cientista. Profissionais de TI que trabalham em ambientes de pesquisa e desenvolvimento de grandes centros acadêmicos ou empresas costumam desenvolver esses talentos, junto com a habilidade de se relacionar com pessoas às vezes muito diferentes.

O mercado de trabalho para o bioinformata é amplo e em desenvolvimento, principalmente no Brasil. Ele pode atuar em laboratórios farmacêuticos ou veterinários, envolvido em pesquisas genéticas ou na descoberta de novas curas e tratamentos, e nos grandes centros acadêmicos. Um outro bom campo é o de agronegócios, no qual ele irá desenvolver pesquisas que auxiliem na descoberta de soluções para evitar doenças ou genes resistentes, causadores de má formação ou degeneração animal ou vegetal.

A bioinformática exige profissionais técnicos, que entendam muito de software – especialmente de banco de dados, armazenamento e programação  – e de configuração e manutenção de servidores. O bioinformata não precisa ser cientista ou biólogo, mas deve ter simpatia e atração pelos processos científicos, estudos ordenados e pesquisa.

O Brasil reserva um bom futuro para a carreira, decorrente da união de três forças previsíveis: a crescente importância do país como fornecedor de alimentos para o mundo, o investimento de empresas e universidades brasileiras, que precisarão fazer sua pesquisa avançada no país, e o destaque atual e futuro das ferramentas de TI, que permitem a comunicação instantânea em todo o mundo.

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  1. 11/10/2009 às 2:14 PM

    Olá, sou do Centro Estudantil da Informática Biomédica e gostaria de salientar que a USP dá Bacharelado em Informática Biomédica desde 2003, e não Bioinformática somente como fica meio confuso nesse artigo.

    Até mais!

    • Fernando Henrique
      11/10/2009 às 7:26 PM

      Obrigado Ricardo pela consideração, realmente foi um deslize que já foi retificado. Caso note mais algum detalhe que passou ou que gostaria de acrescentar por achar conveniente, fique a vontade em sugerir. No demais, obrigado pela visita e volte sempre!

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