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Precisa deixar de ser técnico para ser chefe?

Gerente de TIQuanto seu chefe conhece de tecnologia? Parece uma pergunta sem sentido, mas há muitos líderes de equipes de TI com pouco conhecimento técnico, ou conhecimento totalmente obsoleto.

Muitos gestores de tecnologia da informação ainda acreditam que o fato de deixarem de ser executor os exime da necessidade de atualização do conhecimento técnico.

Muitos de nós já presenciaram aquelas situações em que o técnico chega para seu chefe e diz que tem um determinado problema, explicando a ele tecnicamente o que ocorre, vem o chefe com cara de paisagem seguido daquela pergunta clássica de quem está totalmente por fora de um assunto: ”Isso é bom ou ruim? É grave?”.

O líder, que deixou efetivamente de por a mão na massa na empresa, não deve se esquecer que manter-se atualizado quanto a conceitos da área, novas tecnologias e processos devem fazer parte do seu repertório de atividades diárias.

Elaborar relatórios, reuniões, cronogramas, gerir pessoas, processos, tudo isso faz parte do dia-a-dia de um gestor de TI, porém não é tudo, caso ele queira manter o respeito e confiança de sua equipe.

Outro grande problema diz respeito ao resultado: o gestor pode ser facilmente “engolido” por elementos de sua equipe devido ao seu desconhecimento técnico.   É o tal do problema da “rebimboca da parafuseta”, que o técnico usa como desculpa em face da fragilidade técnica de seu líder, colocando-o no bolso.

Sem conseguir identificar o real problema, o gestor não consegue sanar as dificuldades que acabam impactando nos cronogramas de entrega do projetos e por fim afetando negativamente o desempenho financeiro da organização.

Claro que há técnicos que fazem de tudo para camuflar seu mau desempenho justificando-se com “tecniquês” excessivo. Essa má intenção não demora muito a ser revelada com um pouco de percepção do gestor. Daí a importância do quesito confiança, que deve ser mútua, e que possbilita passar por cima de limitações como essa.

Em se tratando de equipes de alto grau de especialização técnica, se um líder perde o respeito com sua equipe com relação ao conhecimento técnico que possui, corre o sério risco de perder o controle sobre seus liderados e ainda se torna refém deles caso a confiança esteja abalada por qualquer outro motivo. Ou não poderia ele ser derrubado facilmente por sabotagem?

Por isso, pluralize o conhecimento: por que não ser um chefe-técnico ao invés de simplesmente deixar de ser técnico para ser chefe?

E você, já teve problema com gestores com conhecimento técnico obsoleto? Como conseguiu contornar a situação? Comente seu caso aqui no blog e compartilhe sua experiência conosco. Forte abraço.

Fonte: Carreira de TI

Muitos gestores de equipes de TI ainda acreditam que o fato de deixarem de ser executor os exime da necessidade de atualização do conhecimento técnico.

Muitos de nós já presenciaram aquelas situações em que o técnico chega para seu chefe e diz que tem um determinado problema, explicando a ele tecnicamente o que ocorre, vem o chefe com cara de paisagem seguido daquela pergunta clássica de quem está totalmente por fora de um assunto: ”Isso é bom ou ruim? é grave?”.

O líder, que deixou efetivamente de por a mão na massa na empresa, não deve se esquecer que manter-se atualizado quanto a conceitos da área, novas tecnologias e processos devem fazer parte do seu repertório de atividades diárias.

Elaborar relatórios, reuniões, cronogramas, gerir pessoas, processos, tudo isso faz parte do dia-a-dia de um gestor de TI, porém não é tudo, caso ele queira manter o respeito e confiança de sua equipe.

Outro grande problema diz respeito ao resultado: o gestor pode ser facilmente “engolido” por elementos de sua equipe devido ao seu desconhecimento técnico.   É o tal do problema da “rebimboca da parafuseta”, que o técnico usa como desculpa em face da fragilidade técnica de seu líder, colocando-o no bolso.

Sem conseguir identificar o real problema, o gestor não consegue sanar as dificuldades que acabam impactando nos cronogramas de entrega do projetos e por fim afetando negativamente o desempenho financeiro da organização.

Claro que há técnicos que fazem de tudo para camuflar seu mau desempenho justificando-se com tecniquês excessivo. Essa má intenção não demora muito a ser revelada com um pouco de percepção do gestor. Daí a importância do quesito confiança, que deve ser mútua, e que possbilita passar por cima de limitações como essa.

Em se tratando de equipes de alto grau de especialização técnica, se um líder perde o respeito com sua equipe com relação ao conhecimento técnico que possui, corre o sério risco de perder o controle sobre seus liderados e ainda se torna refém deles caso a confiança esteja abalada por qualquer outro motivo. Ou não poderia ele ser derrubado facilmente por sabotagem?

No artigo da CIO norte-americana entitulado “Os riscos que o CIO corre ao perder o discurso técnico“ (recomendo a leitura)  é apresentando esse problema num nível hierárquico maior, mas a questão é que esse problema afeta também muitos que  lideram diretamente equipes técnicas, o que torna a questão mais grave ainda.

Por isso, pluralize o conhecimento: por que não ser um chefe-técnico ao invés de simplesmente deixar de ser técnico para ser chefe?

E você, já teve problema com gestores com conhecimento técnico obsoleto? Como conseguiu contornar a situação?

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  1. jo´se paulo
    31/03/2010 às 8:43 AM

    ser chefe, é precisso ser compreesivo,inclusive ser um pouco detador para por os carris na linha, o meu grande sonho é ser um bom funcionario administrativo, portanto qualqer ajuda relancionado o tema, para mim é bastanta grantificante.

  2. 05/11/2009 às 11:02 PM

    Fernando Henrique,

    Tema bastante interessante… Olha só, penso que ter conhecimento técnico, sem dúvida, ajuda e muito pra liderar uma equipe técnica pois vai ser muito mais difícil este chefe ser enganado. E mais: quando necessário, ele será o intermediador ideal entre o executivo e o corpo técnico e vice-versa. Um fator importante você já disse logo no início do artigo: estar atualizado.

    • Fernando Henrique
      06/11/2009 às 7:52 AM

      Com certeza Luis, eu ja me deparei com as duas situações, meu gerente atual é um excelente técnico, isso facilita muito a nossa comunicação, ele entende os problemas e as necessidades do TI, e me fornece suporte sempre que preciso de ajuda ou o problema foje do meu conhecimento. Porém ja tive um chefe que era um zero a esquerda em informática, isso frustra o profissional técnico e martela infinitamente a pergunta em nossas mentes: “que que esse cara tá fazendo aí?” Nós técnicos ficamos indignados de sermos liderados por simples usuários, claro, com fortes pontos positivos, conhecimentos em outras áreas, estrategistas, mas que quando formos falar a “nossa lingua”, não irá entender nada, fazendo a gente perder tempo e desestimulando a equipe, que com certeza perderá o respeito por ele.

      Muito obrigado pelo comentário, parabens pelo O gestor, leio sempre matérias ótimas lá, e volte sempre. Forte abraço!

  1. 24/11/2009 às 10:32 PM

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