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Conheça as características que as empresas esperam de um profissional

O capital humano é considerado em muitas administrações como o patrimônio mais importante da empresa. Cada profissional é uma peça chave na grande engrenagem e a troca de valores éticos e profissionais entre seus membros, contribuem decisivamente para um trabalho de qualidade.

O aumento da competitividade, a globalização e a informatização dos processos faz com que as empresas busquem cada vez mais profissionais preparados para enfrentar os desafios da profissão e que agreguem maior conteúdo à equipe a qual estará inserida.

O momento atual é propício para aqueles que estão à procura de uma oportunidade, mas cada profissional deve estar sempre atualizado e desenvolvendo suas habilidades pessoais e de trabalho. Apesar do mercado estar bastante competitivo, oferece grande oferta de empregos no momento. É fundamental investir em suas habilidades, já que as empresas esperam cada vez mais dos profissionais.

Não é apenas o profissional que precisa se capacitar para atingir seus objetivos, mas também as próprias empresas. As organizações começaram a entender que, para manter seus líderes e os melhores profissionais, precisam oferecer para essas pessoas uma boa estrutura de trabalho, com salários atrativos e possibilidade de crescimento na carreira.

Currículo? O que pesa mais?

Entre os tabus dos profissionais que procuram melhor se adaptar ao mercado de trabalho, está em saber o que vale mais na seleção de um candidato, se uma melhor formação acadêmica ou mais experiência profissional na área disputada. A opção dos recrutadores varia de acordo com a empresa e o objetivo que ela opta pelo cargo. Essas variantes vão depender do perfil de cada empresa, onde encontramos espaço para concorrência entre um profissional com formação mais acadêmica, ou outro, com maior experiência.

A opção dos selecionadores vai muito além do currículo e de outros fatores, como por exemplo, o domínio sobre redes sociais, habilidades de relacionamento com outros profissionais e atividades extracurriculares, podem ser diferencias na escolha pelas empresas.

Não basta profissionais serem especialistas no assunto, precisam de habilidades e características como coragem, otimismo e equilíbrio emocional, por exemplo, para lidar com as adversidades e pressões do ambiente profissional. Seguem oito habilidades e competências mais procuradas no mercado pelas organizações. Confira:

  • Flexibilidade: para saber lidar com mudanças rápidas e repentinas e para aceitar a volatilidade do mercado e a incerteza da rotina;
  • Coragem: para arriscar, apesar de não existirem respostas prontas;
  • Resistência: para encarar uma rotina de imprevistos, pressão e obstáculos e saber superá-los, mantendo sua essência e equilíbrio;
  • Otimismo e Equilíbrio Emocional: ter a habilidade de se manter motivado e encarar a rotina de forma positiva, transformando pequenos problemas em grandes soluções;
  • Criatividade: para pensar diferente, encantar com novas soluções e contribuir com o ambiente de trabalho;
  • Comprometimento: vontade de fazer a diferença e se envolver com o trabalho que faz – vale lembrar que este envolvimento vem de dentro, e não deve ser ligado apenas a remuneração;
  • Capacidade de Aprendizagem: para buscar auto-conhecimento e aprendizado, crescendo sempre;
  • Visão Generalista e Função de Especialista: é bom conhecer um pouco sobre tudo, pois ter informação é um diferencial desde que exista foco;

Fonte: Administradores.com.br

  1. 20/02/2010 às 4:07 PM

    Olá, Fernando.

    Sim, eu concordo que minha visão do mercado brasileiro é realmente pessimista. E esse pessimismo foi construído com base na experiência que eu tive em grandes corporações de desenvolvimento de sistemas, nas quais atuei em um passado não muito distante. Eu atuo como empreendedor há exatamente um ano, para se ter ideia.

    Venho do mercado de São Paulo, onde o desrespeito ao profissional de TI chega a ser constrangedor. É impossível tirar 30 dias de férias, horas extras caem no banco de horas e desaparecem. Em uma grande empresa onde trabalhei, me deviam cerca de 1.800 horas, o que equivale a 225 dias de trabalho. Se me pagassem com folga eu ficaria um ano inteiro sem trabalhar. No contrato de trabalho falam de 8 horas diárias, mas cansei de trabalhar 14, 16, 18 horas à fio. Em algumas situações, passei mais de 72 horas na frente do computador, sem descanso. E as horas extras foram para o banco de horas e nunca mais voltaram.

    Sempre que leio artigos sobre o que o mercado quer ou deseja, fico me perguntando que mercado é esse, pois não é o mercado que eu conheço. O que sempre vejo são funcionários desmotivados, principalmente os que têm melhor qualificação. Quando a empresa tem um programa de premiação, somente os mais políticos são premiados, aumentando ainda mais a insatisfação de quem realmente trabalha.

    • Fernando Henrique
      21/02/2010 às 2:32 AM

      Obrigado pelo comment Ronaldo.

      Pelas nossas longas conversas, você já teve outras experiências, creio que mais longas como empresário, o que também não é relevante comentar aqui. Sim, é uma realidade que em empresas que não possuem um planejamento de carreira e não distribui bem as tarefas entre os empregados, sobrecarregam uns e folgam demais outros, que têm tempo de praticar a tão falada “politicagem”, tornando-se assim visíveis aos encarregados. Isso é uma realidade ainda existentente. Mas se não nos atentarmos que essa realidade está mudando, que isso é um fato e que as empresas estão começando a perceber isso, que os profissionais tem que se adequar para uma melhor organização e que as dicas que posto aqui não se trata de apenas teoria, você precisa aplicá-las, simplesmente voce está fora.

      Eu também já me senti sobrecarregado, já trabalhei mais de 14 horas em um dia. Nem uma, nem duas vezes. Porém, o que me deviam eu fiz pagar. Reclamei meus direitos e consegui-o. No seu caso, como exemplo que citou um banco de horas com mais de 1800 h., não acredita aí que faltou um certo planejamento, controle e voz ativa de sua parte?

      Essa é a minha visão, acho importante ressaltar essas dicas para que pessoas que estejam buscando recolocação ou o ingresso no mercado, para que elas tenham uma base de como andam as coisas hoje, agora. Como disse, acho que por uma experiência ruim, não se deve generalizar e colocar todas as empresas como exploradoras e medievais.

      E mais uma coisa; como a corrupção no setor publico, a criminalidade e a pobreza não é apenas uma realidade no Brasil, as empresas que não prezam pelos recursos humanos também não ocorrem só neste País. Seja no Japão, nos EUA, Canadá ou no Afeganistão, existirão organizações assim, então não se trata de um problema isolado a nós. Por isso sou contrário a sua visão generalista e centralizada por conta do ataque direto às empresas que aqui atuam.

      Forte abraço!

      • 21/02/2010 às 6:52 AM

        No seu caso, como exemplo que citou um banco de horas com mais de 1800 h., não acredita aí que faltou um certo planejamento, controle e voz ativa de sua parte?

        Eu tinha duas opções: ou trabalhar igual a um burro de carga, ou procurar meus direitos na justiça e ficar desempregado, em uma época na qual ficar desempregado não era uma opção. E a justiça do trabalho pode ser muito morosa, pois eu já movi uma ação contra uma empresa que desrespeitou os meus direitos e essa ação demorou 3 anos para ser efetivada.

        Quanto ao planejamento, não estava nas minhas mãos. O gerente de projeto planejava as ações e sobrecarregava todo mundo envolvido no projeto, inclusive eu. Uma hora dessas vamos num boteco que te conto essa e ouras estórias que acontecem com muita frequência no mercado de São Paulo.

      • Fernando Henrique
        21/02/2010 às 12:26 PM

        Maravilha, esse foi o post que deu mais pano pra manga!!😀

        Ambos somos dificeis, se ficarmos discutindo não posto mais nada!!! Abraço meu querido, até o próximo debate!

      • 21/02/2010 às 4:35 PM

        Sim, sem dúvida!

        E é com assuntos assim que vemos que a experiência é algo único. Cada um tem a sua estória para contar.

  2. 20/02/2010 às 9:43 AM

    Aqui no Brasil, infelizmente, o Capital Intelectual não tem a devida atenção dos empresários. É um fato consumado que o empregado é apenas um número na folha de pagamento e é encarado somente como despesa e não como gerador de oportunidades.

    As empresas brasileiras vivem de politicagem, onde quem aparece mais leva os louros da vitória, enquanto quem trabalha de verdade vive sobrecarregado. Acho graça desses artigos sobre o mercado de trabalho pois eles mostram uma realidade utópica que não existe na prática. A teoria é linda, mas a realidade é dura.

    • Fernando Henrique
      20/02/2010 às 11:48 AM

      Amigo Ronaldo, acho a sua visão um pouco generalista e equivocada. Tenho relatos e experiências de empresas que prezam sim, muito bem pelo seu capital intelectual. Um exemplo de empresa excelente é a Ophos, na qual trabalhei com suporte a módulo de NFe. O tratamento que os donos, que eram também funcionários que trabalhavam ao meu lado, davam a todos os colaboradores, não era de empregado e sim de amigos. O benefício que a empresa fornecia ia muito além de boa remuneração. Outra empresa que preza pelo capital humano é a Consinco, pelos relatos que tenho de amigos que trabalham lá. Mais um exemplo é o Senac, que investe forte em seus colaboradores. Vemos aí, tres empresas muito comuns na nossa região, sem mencionar diversas outras que tenho contatos e pelas quais já trabalhei. Não sei como é a sua experiência com as empresas das quais atuou, creio que o fato de estar longe do mercado há um tempo, atuando como empreendedor tira a visão de colaborador que temos, não sentindo na pele se as empresas das quais passa melhora ou não o tratamento do funcionario. A sua visão sistêmica, na minha opinião tira um pouco da credulidade nos sistemas de administração atuais.

      Como você disse, a teoria é linda, e deve ser aplicada a realidade. Se pensarmos pessimistas que nenhuma maçã presta, simplesmente não sentiremos mais o gosto da torta!

      Obrigado pela sua opinião, seus comentários são sempre muito agregadores.

      Forte abraço!

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