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Como discordar de seu superior sem perder seu emprego?

O projeto não vai sair como o planejado, o chefe está deixando de fazer algo importante ou ele está simplesmente errado? Ter jogo de cintura para criticar o superior em hierarquia sem que isso traga prejuízos para o profissional ou ambiente de trabalho é uma habilidade para poucos.

Acompanhe os passos para evitar desconforto ao criticar ou contrariar seu superior na empresa:

1. Assuma o risco

Nem todo chefe consegue administrar críticas de subordinados. Em um ambiente de trabalho ideal, o chefe oferece a liberdade para que os profissionais discordem dele, mas não é sempre que isso acontece.

O risco é o chefe não querer ouvir o que o profissional quer dizer, por isso é importante avaliar antes a postura dele e o relacionamento entre os dois. Por mais que a relação seja amigável e democrática, vale a pena refletir sobre as consequências que uma possível crítica pode significar para a relação.

É importante conhecer o estilo do chefe para encontrar um canal de comunicação adequado, para que a conversa flua sem maiores problemas.

Quem conseguir administrar bem a situação, pode, inclusive, tirar um saldo positivo da situação: ter pontos contados a favor e tornar a relação com o chefe mais próxima.

2. Mantenha a discrição

A crítica ao chefe deve ser direcionada “diretamente” a ele e não aos colegas de trabalho, até mesmo para evitar um clima desagradável no escritório. Ele não pode perceber que há um tom de insubordinação.

O profissional precisa evitar cair na armadilha da fofoca. Comentar com colegas de trabalho pode gerar mal-estar e não atingir o ponto principal da crítica ou discordância, que é tornar melhor o fluxo de trabalho ou projeto em andamento.

3. Escolha o momento certo

Ser discreto significa também escolher o “timing” correto para a abordagem.

Criticar o chefe afeta a autoridade dele, por isso não é indicado resolver falar na frente de outras pessoas. O profissional deve evitar fazer a crítica em reuniões, por exemplo, porque isso significa, em geral, uma atitude impulsiva e que pode gerar desconforto.

Uma alternativa é agendar previamente um encontro com o chefe em que os dois possam conversar sem serem importunados e resolverem as questões pendentes. Além disso, é importante estar seguro sobre o que será falado, porque uma vez iniciada a conversa, ela precisa ser produtiva.

4. Seja descritivo e objetivo

Há o feedback avaliativo e o feedback descritivo. A segunda opção é a melhor escolha. A crítica levantada deve ser focada em fatos e nas consequências profissionais, sem cair em julgamentos pessoais baseados apenas na interpretação feita pelo funcionário.

Expressar o descontentamento de forma emocional torna mais difícil a tarefa de convencer o chefe a concordar com o ponto apresentado. Evitar o tom de ataque e o uso de palavras negativas, além de apostar na forma “delicada” de abordagem. são estratégias mais suscetíveis ao sucesso.

Vale apostar também no que a mudança de atitude do superior pode trazer de resultado positivo para o fluxo de trabalho. Em vez de dizer o que o chefe está deixando de fazer, melhor mostrar o que pode ser feito para que o trabalho seja melhor executado.

Falar calmamente e com a escolha das palavras certas, olhando no olho do interlocutor, também sinaliza que o profissional está em “missão de paz” e auxilia para que o chefe não fique na posição defensiva.

5. Esteja pronto para a reação

Os riscos foram calculados, a estratégia estabelecida e a conversa ocorreu dentro do padrão de civilidade entre funcionário e chefe. Mesmo assim, o resultado não saiu como o esperado.

A depender do porte da empresa, o funcionário deve recorrer à area de Recursos Humanos e conversar com o responsável pelo setor. Nas empresas menores, se não há como reverter o quadro e o ambiente de trabalho se tornou ruim, talvez seja a hora de procurar um novo emprego.

Fonte: INFO

  1. 18/05/2011 às 11:18 AM

    Outro ponto que considero importante é sempre que possível, apresentar informações que facilitem e provem o seu ponto de vista, seja com gráficos, matéria de jornal, levantamento de custos em planilhas ou algum outro material que permita uma visualização melhor do assunto que estão discutindo. Assim fica mais fácil e acredito que até mais convincente, já que esta apresentando informações “sólidas”.

    Quem esta apresentando as ideias terá maior condições de argumentar já que buscou mais conhecimento, passando mais confiança.

    Forte abraço.
    Samuel Morotti Martins

    • Fernando Henrique
      18/05/2011 às 9:10 PM

      Concordo plenamente Samuca… é aquela velha historia: contra fatos, não há argumentos… obrigado pelo comment! Forte abraço garoto, melhoras!

  1. 29/12/2011 às 10:06 PM

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